Apesar da confiança entre as partes de que Palmeiras e Crefisa seguirão parceiros em 2019, nenhum contrato foi assinado ainda. E como o clube recebeu uma carta de intenções de outra empresa, a Blackstar International Limited, antes da eleição presidencial no clube, a proprietária da instituição financeira, Leila Pereira, deixou claro em entrevista ao jornal Lance! que vai aguardar a cúpula alviverde discutir a opção antes de seguir adiante no negócio.​


"É intenção da gente renovar o patrocínio por mais três anos, já falamos com o presidente, mas como teve a proposta três dias antes (do pleito) da Blackstar, que não sei que empresa é, fico mais à vontade (para assinar) quando o Palmeiras decidir conversar com a Blackstar, para saber do que se trata. Se for um patrocinador maior que o nosso e não pudermos cobrir, é preciso fazer o melhor para o clube. Quero fechar o patrocínio, mas estou aguardando o posicionamento do Palmeiras. Como o contrato vence dia 31 de dezembro e depois ainda tenho mais 30 dias para renovar, podemos definir em janeiro. Estou bem tranquila, porque não acredito nesta proposta".


Uma das principais condições para as empresas Crefisa e FAM, esta última também de propriedade de Leila, investirem na casa de R$ 80 milhões anuais no clube é justamente a exclusividade de que apenas as duas podem aparecer nos uniformes palmeirenses de treinos, viagens e jogos, mas até mesmo desta cláusula a empresária pode abrir mão, para renovar o vínculo, ainda que, neste caso, fosse reduzir o valor repassado.


"A intenção da Crefisa e FAM é continuar com todas as propriedades do uniforme, mas se aparecer alguma empresa que pague mais do que nós pagamos em determinadas áreas, posso até dividir. Não gostaria, mas é possível. Só que aí diminuiria o valor que investimos, que é pelo uniforme inteiro. É muito gratificante para nossas marcas ter esta exclusividade. Queremos que no futuro lembrem desta era vitoriosa como era Crefisa, em que só a Crefisa e a FAM investiram no clube para torná-lo cada vez maior como estamos fazendo agora".


Foto: Marcello Zambrana/AGIF